
Uma praça construída e inaugurada em Capim, na Paraíba, que deveria servir como espaço de lazer, convivência e prática de atividades físicas para a população, continua sem cumprir sua finalidade. Conhecido popularmente como o “Elefante Branco de Capim”, o equipamento público foi entregue em 15 de junho de 2024, mas, desde então, segundo relatos, não chegou a ser efetivamente ocupado pela população.
A estrutura conta com bicicletário, dois pergolados, bancos, equipamentos de parque infantil, aparelhos destinados à prática de exercícios físicos e dois quiosques. Apesar da variedade de equipamentos instalados, o espaço permanece sem a movimentação esperada de uma praça pública, levantando questionamentos sobre o planejamento, a localização e o aproveitamento do investimento realizado pelo poder público.
Localização é apontada como um dos principais problemas
A praça está situada no final da cidade, na saída para o município de Sapé. Para moradores, a localização distante das áreas de maior circulação pode contribuir para a baixa frequência de pessoas no local.
Outro fator apontado pela população é a preocupação com a segurança. A área é considerada perigosa por parte dos moradores, que demonstram receio de frequentar o espaço, especialmente diante da ausência da central de polícia na cidade, cuja retirada é atribuída à atual gestão municipal da prefeita Carlyanne Borba.
A percepção de insegurança, somada à localização do equipamento, é apontada como uma das possíveis explicações para a falta de utilização da praça. No entanto, a dimensão desse impacto e as condições atuais de segurança na área dependem de informações que precisam ser verificadas.
Investimento público sem o retorno esperado
A situação chama a atenção porque uma obra pública não deve ser avaliada apenas pela sua construção e inauguração, mas também pela capacidade de atender às necessidades da população. Sem utilização efetiva, equipamentos como bancos, brinquedos, aparelhos de ginástica e quiosques correm o risco de perder sua finalidade social e de sofrer deterioração pela falta de uso e manutenção.
O apelido de “Elefante Branco” reflete a insatisfação de moradores que veem no espaço um investimento que, até o momento, não se converteu em um ponto de encontro, lazer e convivência comunitária.
Diante desse cenário, surgem questionamentos sobre o planejamento da obra, os critérios utilizados para a escolha do terreno e as medidas adotadas pelo município para incentivar a ocupação do espaço. Também é importante esclarecer quais ações de manutenção e segurança estão previstas para garantir que a estrutura possa ser aproveitada pela comunidade.
O que pode ser feito para mudar essa realidade?
A recuperação da função social da praça passa por medidas que podem incluir melhorias na iluminação, reforço da segurança, manutenção dos equipamentos, incentivo à realização de atividades comunitárias e avaliação das condições de funcionamento dos dois quiosques.
A população também espera esclarecimentos sobre os planos da administração municipal para o espaço e sobre a existência de ações concretas para torná-lo acessível e atrativo aos moradores.
Enquanto isso, a praça segue como símbolo de uma questão que merece atenção em Capim: a necessidade de garantir que obras públicas, além de serem concluídas e inauguradas, sejam efetivamente utilizadas e tragam benefícios reais à população.
Afinal, de que adianta construir e inaugurar uma praça com tantos equipamentos se a população não se sente segura ou não encontra condições para frequentá-la? Essa é a discussão que permanece em aberto e que exige respostas do poder público.
VEJA A MATÉRIA DA REAL TV SOBRE O TEMA:
Capim - PB Capim é de um município brasileiro no estado da Paraíba, localizado na Região Geográfica Imediata de Mamanguape-Rio Tinto. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no ano de 2016 sua população era estimada em 6 441 habitantes. Área territorial de 78 km². As origens do município remontam ao aldeamento de índios potiguares. Com a invasão dos holandeses, o aldeamento foi abandonado. Posteriormente, os jesuítas retomaram o aldeamento. O povoamento das terras onde se Sensação
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