Doença oriunda de gatos aumenta em João Pessoa

A capital paraibana está passando por um surto de esporotricose. É o que afirma o veterinário André Braga. Ele contou que recebe casos suspeitos da doença quase todos os dias na clínica veterinária onde atua. A Gerência de Vigilância Ambiental e Zoonoses (GVAZ) da capital informou que casos de esporotricose, registrada principalmente em gatos, têm sido mais recorrentes no local desde o final do ano passado.

Segundo a veterinária da GVAZ, Suely Silva, os Centros de Zoonoses ainda não possuem uma política de combate e vigilância para esse tipo de doença. Ela alertou ainda que, no caso de humanos, o problema é mais comum em jardineiros. “A esporotricose é uma doença transmitida por um fungo que fica no ambiente. Como essas pessoas lidam muito com a terra, podem acabar se contaminando. No caso dos gatos, eles são mais afetados justamente por conta do hábito de ficar na terra”, explicou a veterinária. Ela disse ainda que a maior parte dos animais deixados no Centro de Zoonoses da capital com a doença são levados pelos proprietários. “O tratamento é simples, mas muito longo. São pelo menos seis meses. Nesse período o animal tem que ser isolado e há risco de contágio para o tratador e outros animais.

Se o animal não for tratado vem a óbito porque fica debilitado”, explicou. A dermatologista Francilidia Lima explicou que antigamente o problema era mais comum no interior, em áreas rurais, e principalmente na região Centro-Oeste, atingindo principalmente vaqueiros. Atualmente a doença se espalhou e se tornou muito mais comum. “Já recebi alguns casos no meu consultório”, contou, destacando que trata-se de um consultório com hora marcada e não um atendimento de urgência e emergência que provavelmente recebe ainda mais casos. Nos gatos de rua, maiores vítimas da doença, a Esporotricose pode chegar a ser fatal se não for tratada. “O fungo pode atingir o pulmão e o coração e levar à morte”, disse André.

O profissional explicou que o tratamento é feito com uma cápsula de antifúngico ao dia, durante 90 a 120 dias, e com a limpeza dos ferimentos, para evitar que o fungo se espalhe através da secreção. Ele frisou que caso um animal infectado venha a morrer, seja pela doença ou por outro motivo, o ideal é que ele seja cremado e não enterrado, para não deixar a doença no solo. Algumas clínicas veterinárias oferecem o serviço.

Redação PB Agora

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