Ministro do STF permite a Eike Batista ficar em silêncio na CPI do BNDES

Luís Roberto Barroso deu ao empresário condição de investigado, o que o dispensa de responder a fatos que possam lhe autoincriminar. Depoimento está previsto para esta quarta.

ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), aceitou pedido da defesa e permitiu ao empresário Eike Batista permanecer em silêncio em depoimento marcado para esta quarta-feira (1º) na CPI do BNDES, no Senado.

Na decisão, o ministro dá a ele a condição de investigado, de modo que fica dispensado de responder a fatos que possam lhe autoincriminar. Barroso também proibiu que Eike seja preso no depoimento, caso se negue a responder perguntas.

Ele também poderá falar reservadamente com seu advogado durante a sessão.

No pedido, a defesa apontou “situação jurídica delicada” do empresário, que poderia ser agravada se for obrigado a falar, caso seja ouvido como testemunha, como foi chamado pelo Senado.

Presidente do Grupo EBX, Eike foi convocado pela CPI para falar sobre mais de R$ 10 bilhões em empréstimos que obteve no BNDES.

CPI do BNDES

A CPI foi criada após a divulgação das delações premiadas de executivos do grupo J&F, que controla a JBS.
Segundo relatos de delatores, o grupo corrompeu políticos para obter incentivos fiscais e conseguir dinheiro no BNDES e nos fundos de pensão.

Renan Ramalho, G1, Brasília

Redação

Quer fazer uma denúncia ou ter uma matéria escrita por nossa redação? Entre em contato através do Menu "FALE CONOSCO" e conte-nos sua história.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *